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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Casa em steel frame no Caldeirão do Huck

Na foto, entrada do sobrado em steel frame projetado pela equipe do arquiteto Marcelo Rosenbaun para o Caldeirão do Huck

O quadro Lar Doce Lar, do Caldeirão do Huck, veiculado no sábado 7 de dezembro mostrou as infinitas possibilidades do steel frame na construção civil popular. A casa “reconstruída” está localizada no alto do morro Santa Marta, no Rio de Janeiro, e um simples barraco se tornou uma bonita e ventilada casa de dois pavimentos.

O projeto de Marcelo Rosenbaun e equipe optou pelo steel frame para facilitar a subida dos materiais, já que as estruturas e as placas cimentícias são leves e o acabamento se resolve praticamente só com pintura. De acordo com o arquiteto, outro ponto a favor da construção seca é que ela gera pouco resíduo na obra, ou seja, não houve entulho para remover.

Outro destaque desse projeto é o telhado verde, escolhido para dar mais conforto térmico à casa e porque retarda as águas das chuvas, ajudando a combater alagamentos e desmoronamentos.

Além de propiciar uma casa nova para a família do Carmo, esse projeto tem o objetivo de ser o piloto para outras moradias de comunidades como a do Santa Marta, que poderá servir a qualquer família dentro desse perfil e com a possibilidade de aumentar a área e abrigar um negócio próprio.

Esse projeto de soluções foi doado pela Rosenbaum para a comunidade Santa Marta e entregue empara o Secretário de Planejamento e Obras do Rio de Janeiro, Sérgio Dias, e contempla as seguintes opções:
1 quarto + banheiro + copa/cozinha + sala + lavanderia

1 quarto + banheiro + copa/cozinha + sala + lavanderia + área para uso comercial

2 quartos + banheiro + copa/cozinha + sala + lavanderia

2 quartos + banheiro + copa/cozinha + sala + lavanderia + área para uso comercial

3 quartos + banheiro + copa/cozinha + sala + lavanderia

3 quartos + banheiro + copa/cozinha + sala + lavanderia + área para uso comercial

Foto: blog do Rosenbaun

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Óleo de cozinha na pia: um crime ambiental

Quem se preocupa com a saúde do meio ambiente, tem mais uma forma de colaborar: o descarte correto do óleo de cozinha. Inúmeras empresas atualmente fazem a coleta, inclusive domiciliar, do óleo usado.
Em Rio Claro, a empresa Planeta Azul (www.planetaazulrc.com.br) faz a coleta em diversos pontos comerciais e também em domicílio. Para saber mais, basta acessar o site indicado acima ou ligar para (19) 3527-2766. Você ganha, porque a Planeta Azul paga pelo óleo usado de sua casa, e o meio ambiente mais ainda.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Uma boa notícia para o mundo animal


Após dois anos parado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 7291, de 2006, que proibe o uso de animais em circo no Brasil, foi aprovado hoje (3 de junho). Estão proibidos inclusive os animais domésticos, como gatos, cachorros e cavalos.
Entre outras questões, o projeto quer a proibição de animais em espetáculos circenses e prevê prazo de transição de oito anos para os circos se adaptarem. Espetáculos como rodeios e vaquejadas não estão incluídos na proposta, infelizmente.
As principais propostas aprovadas são:
- Está proibido o uso de qualquer animal em espetáculos circenses
- Espetáculos como rodeios e vaquejadas não estão incluídos
- Os circos têm oito anos para se adaptarem à mudança
- Passados oito anos da adaptação, os animais devem ser encaminhados para zoológicos ou mantenedores de fauna exótica registrados no Ibama
- Circos que utilizem animais serão proibidos de se apresentar no País
- Todos os animais de circos terão de ser cadastrados no órgão federal competente
- A importação e a compra de qualquer espécie animal para esse tipo de espetáculo passa a ser proibida assim que for aprovada a lei

Observação de aves na Serra do Mar

Mude seu tradicional plano turístico e faça uma viagem diferente no feriado de Corpus Christi: observando as 273 diferentes espécies de aves da Reserva Guainumbi.Este projeto - o da Reserva Guainumbi - é muito bacana e atua no reflorestamento de áreas degradadas, redução do impacto ambiental na fauna da Reserva, promoção do turismo de observação de aves, que cresce a cada ano no Brasil, atraindo muitos turistas estrangeiros, controle e levantamento da fauna e flora exótica, preservação do palmito Juçara, atendimento veterinário a animais silvestres, dentre outras atividades.
Na Reserva, em pouco menos de 4 anos, já foram registradas 273 espécies de aves. No entanto, estima-se que mais de 300 espécies diferentes vivema nessa região da Mata Atlântica. Vale lembrar que a renda da visitação é revertida para a manutenção dos comedouros, bebedouros e preservação da floresta.
Para conhecer e visitar a Reserva Guainumbi, acesse
www.reservaguainumbi.com.br. A Reserva está localizada na região de Ubatuba e os passeios prevêem trilhas até as praias.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Desperdício de cerveja nunca mais!


Esta notícia é muito boa: os amantes de cerveja agora não precisam se preocupar com a perda do líquido precioso na espuma ou naquele restinho da garrafa. A E-fuel inventou o MicroFueller, uma microrefinaria que transforma espuma e restos de cerveja em etanol. Um pouco maior que uma tradicional máquina de refrigerantes, o MicroFueller funciona energia elétrica e uma fonte de água. Para transformar a sagrada cerveja em etanol, basta ligá-lo na toma e adicionar um pouco de açúcar à bebida alcóolica (pode ser qualquer uma). A mistura é fermentada lá dentro e sai por uma mangueira semelhante às de um posto de combustível.
A Sierra Nevada, indústria de cervejas reconhecida por suas iniciativas em prol do meio ambiente, comprou a ideia e acaba de assinar um contrato com a E-Fuel para testar o produto nos próximos meses. Os 1,6 milhões de galões de espuma de cerveja jogados fora todos os anos pela empresa serão convertidos em etanol, que vai abastecer os próprios veículos da fábrica. Se houver produção excedente de combustível, ela será doada aos funcionários da Sierra Nevada.
E você achava que reciclar lata de cerveja era o máximo que poderia fazer em prol do meio ambiente! Beba, a partir de agora, sabendo que está fazendo um bem ambiental. Só não dirija se beber!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Amazing uncommon recycled goods



É incrível o que a criatividade faz e o que a boa vontade pode fazer pelo meio ambiente. O site www.uncommongoods.com mostra como é possível usar o talento e reaproveitar materiais descartados na confecção de objetos para casa.

Ali encontra-se de tudo; tudo muito bem-feito e com preços pra lá de variados - dos mais baratinhos até aos mais caros. Esta tigela produzida com correntes de bicletas por Graham Bergh, artista que usa materiais reciclados e é formado em políticas econômicas ambientais, além de bonita e uncommon é perfeita para colocar chaves e moedas, custa US$ 90 e tem 10,5 polegadas de diâmetro.

Se você se preocupa com a questão ambiental, inspire-se nestes objetos e faça a sua parte.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Moda sustentável

Descobri, por acaso, o Instituto Ecotece (www.ecotece.org.br) e achei interessantíssima sua proposta: conscientizar para a sustentabilidade por meio da moda.
O Instituto Ecotece é um centro de estudos e desenvolvimento de práticas do "vestir consciente" e atua em três frentes de ação: comunicação e conhecimento (portal informativo, palestras, cursos, oficinas e consultoria), desenvolvimento social (projeto Retece para prolongar a vida das roupas com reparos, retoques e reformas) e produtos ecológicos (geram renda e comunicam os valores do instituto).
Para quem se preocupa em estar na moda e também com a preservação ambiental, o instituto promove o curso Moda e Sustentabilidade, com foco nos impactos socioambientais da produção têxtil e vestuário, sustentabilidade para a moda e desenvolvimento da capacidade crítica a partir do conhecimento dos principais conceitos de design sustentável.Em parceria com o Instituto de Design para Desenvolvimento Sustentável, o curso terá como tutora Ana Cândida Zanesco.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

The 11th Hour

Assisti ao trailer do documentário de Leonardo DiCaprio The 11th Hour e sinceramente fiquei chocada. Chocada para o nível de desrespeito ecológico que chegamos. Chocada por ver o quão pouco temos feito para impedir o caos iminente.
É desalentador saber que só mudaremos quando houver 1% de chance do planeta sobreviver. É desalentador perceber...
Enquanto o documentário não chega aos cinemas brasileiros, assista ao trailer, pare para pensar e passe a agir como um eco-friendly de coração.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Usinas de ondas

Foi com uma enorme satisfação que li a reportagem "Ondas brasileiras guardam potencial de 20GW", de Paula Scheidt, publicada em 19 de janeiro no portal CarbonoBrasil -http://www.carbonobrasil.com/#reportagens_carbonobrasil/noticia=720537.
A busca por novas energias limpas se torna cada vez mais uma realidade. Embora caminhem a passos vagarosos diante da devastação do planeta, devemos apoiar os esforços de cientistas para salvar o nosso futuro.Vale a pena ler a reportagem e se manter atualizado sobre as novas tecnologias de geração de energia e torcer para que o governo brasileiro abra os olhos, e o bolso, e aumente os investimentos nas usinas de energias limpas.

foto: parque de Ondas da Aguçadora, em Portugal, a primeira usina de aproveitamento da energia das ondas do planeta - EPA/João Abreu Miranda

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Pérolas aos porcos!


Título da matéria publicada no Ambiente Brasil: Volume de lixo nas rodovias paulistas aumenta 20% nas férias
Texto na íntegra: Todos os meses, as concessionárias que administram 4,3 mil quilômetros da malha rodoviária paulista retiram cerca de 900 caminhões cheios de lixo das estradas. O levantamento foi realizado pela Agência Reguladora de Transporte (Artesp). Nesta época do ano, por causa das férias, o volume de lixo recolhido aumenta em 20%.
A média mensal de detritos retirados das estradas pela concessionária, que administra as rodovias Anchieta e Imigrantes, é de 147 toneladas - 30% a mais do que dois anos atrás. De acordo com a concessionária Ecovias, o perfil de quem suja as rodovias mudou nesse período. Antes, 60% da sujeira era depositada por moradores de comunidades próximas. Hoje, a maior parte do lixo é jogada por ocupantes de veículos.
O acúmulo de lixo aumenta o risco de acidentes, obstrui a drenagem das rodovias e coloca animais em risco, pois são atraídos pelo odor de restos de comida. Em 2006, eram 120 animais mortos por mês no Sistema Anchieta-Imigrantes. Hoje são 190, dos quais 80% cães.
Fonte: Estadão Online
Minha pergunta: até quando?
Na foto, funcionários da Ecovias recolhem o lixo jogado na Rodovia dos Imigrantes

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Em nome de quem?

Ao ler a reportagem no UOL - http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/12/17/ult5772u2225.jhtm - sobre a demolição de dois prédios (o Mercúrio e o São Vito) no centro de São Paulo ocorreu-me uma forte indignação. Vale a pena desalojar tantas famílias e criar um desperdício de material de construção civil em nome de uma praça e estacionamento para clientes vips do Mercadão em nome da revitalização do centro velho da capital paulista? Onde está a sustentabilidade tão aclamada mundialmente?
Existem coisas que não entendemos e que ninguém sabe explicar. Registro aqui meu apoio às famílias que, de repente, se vêm arrancadas de seus lares, sem perspectivas de onde morar.
Na foto, vista do edifício Mercúrio, publicada no UOL

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dê um presente para o seu futuro

Mais um ano se passou e mais uma vez chegamos ao Natal, época de trocar presentes, compartilhar esperanças e de se compromissar com a fraternidade.
Esta é uma época também de desperdícios - de alimentos e de materiais reutilizáveis.
A sustentabilidade está nas atitudes diárias de cada um. Portanto, não se esqueça que uma mesa farta não é sinônimo de excesso de comida, mas aquela que traz o alimento suficiente para cada pessoa e que o presente vale por seu conteúdo e não por sua embalagem. Assim, prefira produtos e embalagens que sejam fabricados com material reciclado ou que possam ser reutilizados.
Outra atitude sustentável é evitar o excesso de sacolas plásticas durante as compras de Natal. Você sabia que o Brasil produz cerca de 140 mil toneladas de lixo diárias e aproximadamente um quinto é composto por embalagens, que, sinceramente, você compra, paga e descarta? (É dinheiro jogado no lixo!)
Um dado preocupante em relação à preservação do meio ambiente é o volume de lixo formado apenas pelas sacolas plásticas: são consumidas cerca de 1 milhão de sacolas plásticas por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões de sacos plásticos por ano.
Para colaborar com a diminuição da utilização de sacolas plásticas no comércio, ao fazer as compras natalinas opte por caixas de papel decoradas (e recicláveis) e arranjos produzidos com materiais recicláveis.
Neste Natal, dê um presente para o futuro do planeta. É fácil e custa pouco!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ação humana na tragédia catarinense

Especialistas ambientais estudam a tragédia ocorrida no final de novembro em Santa Catarina e afirmam categoricamente: ainda é cedo para relacionar a tragédia das chuvas com possíveis mudanças no clima causadas pelo aquecimento global e garantem que a ação humana é um fator que pode ser incluída como um dos fatores que provocaram este desastre.
“O Sul do Brasil é uma região de chuvas abundantes, então cada vez mais terá que se pensar no processo de ocupação urbana”, comentou a coordenadora de previsão do tempo do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri), Laura Rodrigues, para o site Envolverde. Ela destacou, ainda, que o estado já teve um volume muito grande de chuvas e condições atmosféricas similares, como em dezembro de 1995, que provocou enchentes na Grande Florianópolis.
Para ela, não se pode culpar apenas o excesso de chuva pelo problema, mas o modo como crescem as cidades, sem a devida atenção para os limites ambientais. “Cada vez mais, com a maior ocupação, construções irregulares, a situação ficará pior. Fatores como desmatamento também acabam contribuindo com o desastre”, disse à reportagem do site, ressaltando que uma inundação como esta a 10 anos atrás não causaria tantos estragos.
Dentre as possíveis causas, está o processo de urbanização, aumentando a impermeabilização do solo e que, nas áreas planas, reforça o problema das enchentes. Já nas de encostas, acelera a velocidade de descida da água. Ou seja, a ocupação inadequada dos morros da região de Itajaí é um dos fatores desta tragédia anunciada.
A falta de muros de contenção, inclusive nas estradas, e o desmatamento também são fatores que contribuíram para o desastre, uma vez que é sabido que a vegetação ajuda a segurar a terra e a partir do momento em que se iniciou a retirada do solo do morro e colocou-se asfalto, construíram-se casas, alterou a drenagem natural, colaborando para que o efeito do excesso de chuvas fosse mais drástico.
Em reportagem para o Programa de Domingo, da Rede Record, edição de 30 de novembro, Paulo Henrique Amorim esteve na região de Ilhota, cidade mais afetada pelas enchentes, e destacou que houve a retirada da madeira para comercialização, substituindo por plantações de bananeiras.
O que percebemos é que as ações humanas não têm medido suas conseqüências, e a natureza responde na maioria das vezes de forma violenta, nos alertando sobre as possibilidades futuras de novas e incontroláveis tragédias anunciadas.
Na foto, o presidente Lula sobrevoa a região catarinense alagada

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Energia eólica: energia limpa

Uma das fontes de energia mais limpas que temos disponível hoje é a energia eólica. A energia eólica é a energia que provém do vento. O termo eólico vem do latim aeolicus, pertencente ou relativo a Éolo, deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento.

A energia eólica tem sido aproveitada desde a Antiguidade para mover os barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover as suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água. Os moinhos foram usados para fabricação de farinhas e, ainda, para drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.

Na atualidade, utiliza-se a energia eólica para mover aerogeradores - grandes turbinas colocadas em lugares de muito vento e que aproveitam a energia eólica e a convertem em energia elétrica. Estas turbinas têm a forma de um catavento ou um moinho. O movimento, por meio de um gerador, produz energia elétrica.

Precisam agrupar-se, em parques eólicos, vários aerogeradores para que a produção de energia se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente, para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmissão.

A energia eólica é, hoje, considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia, principalmente porque é renovável, ou seja, não se esgota. Além disso, as turbinas eólicas podem ser utilizadas tanto em conexão com redes elétricas como em lugares isolados.

Em 2005, a capacidade mundial de geração de energia elétrica por meio da energia eólica era de aproximadamente 59 gigawatts - o suficiente para abastecer as necessidades básicas de um país como o Brasil -, embora isso represente menos de 1% do uso mundial de energia. Além do Nordeste, a região Sul brasileira é a nova promessa em energia eólica e está recebendo a atenção de investidores de parques eólicos.

Martifer Renewables inaugura parques eólicos no Brasil

A empresa Rosa dos Ventos, subsidiária da Ventania, controlada pela Martifer, inaugurou em 18 de novembro dois parques eólicos no Ceará, com uma potência total de 14,7 MW. Estima-se que a produção anual combinada dos parques eólicos de Canoa Quebrada e Lagoa do Mato ascenda a 61 mil MWh, energia suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes e evitar a emissão de cerca de 25.800 toneladas de CO2 para a atmosfera.

Estes parques inserem-se no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Eléctrica (Proinfa), promovidos pelo governo brasileiro para estimular a produção de energia a partir de fontes renováveis.

As turbinas destes parques são as maiores instaladas no Brasil até hoje, quer em termos da potência unitária quer na altura das torres instaladas. Cada torre metálica tem 88 metros, pesa mais de 150 toneladas e tem turbinas com uma potência de 2,1 MW.

A Martifer entrou no mercado brasileiro da geração eléctrica em agosto ao adquirir uma participação de 55% na Ventania, uma sociedade promotora de projetos de geração elétrica a partir de fontes de energia renováveis com um portfólio de 350 MW.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Guardiões da Amazônia

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lançou uma ampanha nacional contra o desmatamento ilegal na Amazônia, a Guardiões da Amazônia. Esta campanha marca a nova fase de revisão dos procedimentos e adoção de instrumentos legais mais rigorosos na fiscalização ambiental, freiando o aumento do desmatamento ilegal na Amazônia.
Nas operações Guardiões da Amazônia, a fiscalização atua desde a origem da madeira aos centros consumidores. Os fiscais vão aos polígonos de desmatamento, checam planos de manejo, inspecionam madeireiras, montam barreiras em estradas e rios para flagrar o transporte irregular, monitoram portos para evitar a exportação ilegal, visitam também siderúrgicas e grandes distribuidores de madeira nas capitais.
O anúncio veiculado nas emissoras de televisão impressiona, tanto pela mensagem quanto pelas imagens. Se a quantidade de madeira usada em diversas construções for real conforme o texto da veiculação, precisamos parar para pensar imediatamente, pois cada consumidor também tem responsabilidades.
O que cada um de nós deve fazer ao comprar madeira bruta ou processada é exigir a emissão do Documento de Origem Florestal - DOF, necessário para o transporte de madeira. Assim, evitamos que empresas malintencionadas fiquem com um “saldo” fictício de madeira legal e tentem, desta forma, acobertar uma possível fraude.
Para termos certeza de que a madeira a ser adquirida tem origem legal, cada um de nós deve seguir os seguintes passos:
1. Verificar a regularidade da empresa no Cadastro Técnico Federal (CTF);
2. Exigir a Nota Fiscal, pois ela limita a possibilidade do comerciante criar “falsos estoques”;
3. Exigir o DOF, o documento legal de origem florestal.
Ao agirmos desta forma, ajudamos a cuidar do que o Brasil tem de mais valioso: a nossa Floresta Amazônica. Portanto, seja também um Guardião da Amazônia.
Assista ao anúncio:
http://www.ibama.gov.br/videos/tora.html
foto: site do Ibama

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Longa vida para as embalagens


As iniciativas voltadas para a sustentabilidade são sempre bem-vindas e precisam ser divulgadas para que a corrente em prol da preservação do meio ambiente aumente a cada dia.As embalagens de longa vida, até recentemente, não eram viáveis para reciclagem devido ao alto custo para a separação dos materiais (papel, plástico e alumínio) utilizados em sua fabricação.
Esta realidade mudou, para a nossa sorte. A Tetra Pak (http://www.tetrapak.om.br/), uma das maiores fabricantes de embalagens longa vida no Brasil, está com uma ampla campanha para a reciclagem das embalagens longa vida.
No site da Tetra Pak há a "rota da sustentabilidade" (http://www.rotadareciclagem.com.br/index.html#), para busca de locais onde é possível entregar as embalagens para reciclagem. Acesse o site da Tetra Pak e saiba mais sobre reciclagem e como fazer a coleta seletiva.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Lixões: uma dura realidade ambiental

A partir de uma reportagem da Agência Câmara, publicada no site Envolverde, descobri que a Caixa Econômica Federal (CEF) dispõe de linhas de crédito para projetos de gestão integrada de resíduos - ou seja, aqueles que tenham como foco a coleta de resíduos sólidos.
Durante a 9ª conferência das Cidades, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano e realizada na semana de 10 a 14 de novembro, a gerente de produto da Superintendência Nacional de Saneamento da CEF, Denise Seabra, destacou que a instituição disponibiliza para estados, municípios, empresas públicas e concessionárias financiamentos para o saneamento, e que de 2002 até hoje dos R$ 9 bilhões contratados apenas 0,54% foi destinado à gestão de resíduos sólidos, conseqüência da falta de projetos nesta área específica do saneamento básico.
Me pergunto: por que há falta de projetos de gestão de resíduos? Fala-se insistentemente na necessidade da população desenvolver a cultura da coleta seletiva de resíduos sólidos, embora o próprio governo não mexa um “palito de fósforo” para desenvolver e aplicar trabalhos de suporte às pessoas que, assim como eu, não vivem mais sem a separação de materiais recicláveis.
Durante a Conferência das Cidades, Silvano Silvério da Costa, diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, destacou as dificuldades dos municípios em lidar com os resíduos, mas disse que o ministério apóia estudos para a gestão de aterros sanitários - a realidade brasileira hoje mostra que menos de 40% dos municípios destinam seus resíduos sólidos a aterros, e a maioria vai para lixões, uma prática altamente nociva para o meio ambiente.
O diretor também afirmou que está em estudo no governo federal um programa para apoiar municípios na elaboração de planos de saneamento, o que inclui água, esgoto, manejo de águas pluviais e gestão de resíduos sólidos. Em âmbito nacional, o governo deve lançar em 2010 o Plano Nacional de Saneamento e, em dezembro deste ano, anunciará o Pacto pelo Saneamento, que reunirá governo, empresas, prestadores de serviço e sociedade civil na elaboração da Política Nacional de Resíduos Sólidos previsto na Lei de Saneamento Básico (Projeto de Lei 11.445/07), ainda em trâmite de aprovação.
Não sei se são boas notícias ou notícias tardias, uma vez que estamos em pleno século XXI e o governo brasileiro mantém em trâmite de aprovação leis necessárias para a sustentabilidade do planeta. Afinal, o recesso de final de ano já está aí, e provavelmente a aprovação da lei ficará para 2009!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Edifícios verdes no Brasil



Edifício Cidade Nova, sede da Universidade Petrobras

Quando um edifício tem o certificado Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) significa que ele é uma construção verde, ou seja, cumpre uma série de exigências que visam à sustentabilidade, como por exemplo a utilização de sistemas de redução no consumo de energia e de água.


O LEED está presente em 41 países - distribuídos por todos os continentes -, mas na maioria deles o parâmetro empregado para a obtenção do selo é o padrão norte-americano de sustentabilidade. Índia e Canadá já têm selos adaptados à sua realidade, enquanto Emirados Árabes e Itália são regiões onde este processo está em fase avançada.


Para disseminar no mercado nacional esta certificação, e para apresentá-la de forma adaptada à realidade do País, a organização não governamental GBC Brasil - Green Building Council Brasil - formou um Comitê LEED. Na prática, o projeto se baseia na experiência de mais de 70 especialistas em construção civil que foram dividos em grupos técnicos e realizam, desde janeiro deste ano, debates e encontros para discutir a realidade brasileira do setor.


Em 29 de julho, o GBC reuniu essas comissões em São Paulo e realizou uma apresentação das propostas em andamento. Os trabalhos serão concluídos e lançados em janeiro de 2009. Eis algumas das normas de adaptação que darão o "selo verde nacional" às edificações:
- Espaço sustentável: intenção de que as construções considerem a acessibilidade interna e a externa e promovam a facilidade de deslocamento de pessoas portadoras de deficiência;
- Impacto ambiental: propõe redução no impacto ambiental decorrente da construção de uma obra, levando-se em consideração fatores como a poluição sonora e o trânsito;
- Materiais regionais: criado como incentivo para que os materiais de construção sejam adquiridos a uma distância máxima de 800 km da localização da obra. Isso incentiva o empreendedorismo regional;
- Materiais para desmonte: a proposta é aproveitar o ciclo de vida dos materiais e fortalecer o mercado de reuso. Empreendimentos comerciais mudam constantemente seu espaço, deslocando divisórias de lugar, ampliando ou reduzindo salas. Peças e recursos adaptados ao desmonte ampliam o ciclo de vida dos materiais;
- Uso racional de água: quando a medição é individualizada, cada proprietário recebe a conta de água proporcional ao que utilizou. A individualização é uma tendência e provoca a redução no consumo de água;
- Energia: este item leva em conta uma constatação. Segundo Marcos Casado, coordenador do Comitê LEED e gerente técnico do GBC nacional, o Brasil é um dos poucos países em que o chuveiro é elétrico. A meta é a substituição pelo aquecimento solar;
- Redução do desperdício: Marcos Casado cita um estudo da Universidade Federal Fluminense que aponta que o desperdício na construção civil brasileira custa entre 11% e 15% do valor total da obra.


Hoje o Brasil tem algumas, embora poucas, construções certificadas, como o laboratório Delboni Auriemo, da unidade de Santana, zona Norte da capital, a agência do Banco Real de Cotia, na região metropolitana de São Paulo, a Universidade Petrobras, no Rio de Janeiro, e outro edifício no Paraná. Outros 64 empreendimentos estão buscando a aprovação do LEED, 40 deles localizados em cidades paulistas.


Exemplo recente


O edifício Cidade Nova recebeu em 16 de outubro deste ano a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), conferida pelo United States Green Building Council (USGBC). Com isso tornou-se o primeiro edifício certificado em Core & Shell do país, pela primeira construção certificada no Rio de Janeiro, pela primeira certificação Core & Shell na América Latina e a segunda fora dos Estados Unidos.


Ocupado pela Universidade Petrobras, o edifício, de aproximadamente 52 mil m² de área construída, obteve a certificação depois de ser auditado pelos representantes do Green Building sob a supervisão e consultoria da Cushman & Wakefield. Sua construção segue as normas que diminuem o impacto sobre o meio ambiente, como captação e reuso de água; instalação de vidros isotérmicos; concepção de paisagismo e área verde proporcionais ao empreendimento; controle de ar-condicionado individual; descontaminação do solo e disponibilização de vagas especiais para veículos de baixa emissão.


Fonte: Planeta Sustentável

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sustentabilidade: deixar de ser modismo para ser necessidade

Hoje, o conceito de sustentabilidade é muito profundo e está vinculado com a capacidade de criarmos processos, produtos, serviços, cultura para não causar impacto negativo no meio ambiente. É fazermos o que fazemos agora sem prejudicar o amanhã. É pensarmos e agirmos pela preservação dos recursos naturais do planeta, altamente esgotáveis. É olharmos de forma diferente de como olhamos a vida na Terra até este momento.
Em qualquer atividade humana é possível encontrar-se o equilíbrio desejado pela sustentabilidade, a bola da vez nas discussões socioambientais. A premissa é simples, e as atitudes sustentáveis podem ser praticadas diariamente sem que os “nossos hábitos passados” sejam alterados radicalmente.
A coleta seletiva de materiais é uma atitude ecologicamente correta e que não gastará energia humana, e economizará a energia do planeta. É simples: basta colocar no lixo que vai para o aterro sanitário apenas os restos orgânicos (de comida) e papéis contaminados (sujos) com gordura e do banheiro, por exemplo. Os outros materiais devem ser separados para a reciclagem em cooperativas que fazem a triagem para posterior comercialização.
Se sua cidade não possui coleta seletiva de lixo, cobre as autoridades competentes, pois atualmente é inconcebível que qualquer município não ofereça este serviço para a população.

A separação
O lixo reciclável, ou material reciclável, é qualquer material que após ser utilizado pode ser reutilizado para fabricação de novos produtos, como por exemplo vidro, plástico, papel, papelão, ferro, aço e alumínio.
A reciclagem tem dois objetivos: amenizar a quantidade de resíduo a ser tratada em uma cidade, ou região, e aumentar o tempo de vida útil dos aterros sanitários (a maioria dos aterros no Brasil está em estado de esgotamento e alerta).
Simplificando, a reciclagem consiste na separação (seleção) e recuperação dos diferentes tipos de materiais orgânicos e inorgânicos. A seleção e a recuperação do resíduo sólido urbano no mundo, principalmente em países desenvolvidos, já é uma prática rotineira e muito utilizada.

Padrão de cores dos coletores de materiais
Para facilitar a coleta de materiais recicláveis em locais públicos, desenvolveu-se um padrão de cores para os coletores, que facilitam a vida de quem descarta e de quem coleta. Portanto, ao vir estes coletores, siga o procedimento de descarte, e colabore para a preservação ambiental.

Azul: papel
Amarelo: metal
Verde: vidro
Marrom/metal: orgânico
Vermelho: plástico
Preto: madeira
Cinza: resíduos gerais

Sinfonia das cigarras



















Para falar sobre sustentabilidade, primeiramente precisamos analisar as acepções da palavra. Sustentabilidade, segundo o dicionário Houaiss, é a característica daquilo que é sustentável. Sustentável: que pode ser sustentado; passível de sustentação. Sustentação: abastecimento renovado do conjunto das substâncias necessárias à conservação da vida; nutrição, alimentação, sustento.
Com estas definições em mente, meditei sobre um fenômeno que ocorre nesta época do ano (a primavera): o canto das cigarras, que chamo de sinfonia, devido à beleza do som que emitem. E acredito que onde ocorrer, há sustentabilidade, esperança de vida.
Cientificamente, entre os insetos, as cigarras (a designação comum aos insetos homópteros da família dos cicadídeos) são os únicos que produzem esse som estridente e algumas das espécies maiores conseguem atingir, acreditem, os 120 decibéis com facilidade, enquanto outras menores realizam a proeza de alcançar uma sonoridade tão aguda que seu canto simplesmente não é percebido pelo ouvido humano, embora cachorros e outros animais possam chegar a uivar de dor por causa dele.
A natureza é pródiga, e até mesmo as cigarras se protegem contra o volume intenso de seu próprio canto. Tanto o macho como a fêmea dessa espécie possuem um par de grandes membranas que funcionam como orelhas. Elas são os tímpanos, conectados ao órgão auditivo por um pequeno tendão que reage quando o macho canta, dobrando-os para que o som alto não lhes provoque danos.
A importância da cigarra no ecossistema é positiva por servir de alimento para os predadores, embora sejam consideradas pragas de algumas culturas. Muitas espécies de cigarra têm períodos diferentes de amadurecimento, com ciclos vitais de duração variada, enquanto as larvas ficam sob a terra. Mas sete espécies do gênero Magicicada têm uma característica adicional: elas são sincronizadas, ou seja, saem do chão todas ao mesmo tempo, para cerca de duas semanas de canto ensurdecedor, acasalamento e postura de ovos.