quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Radicchio pão-de-açúcar

Em minhas experiências culinárias recentes, deparei-me com o almeirão pão-de-açúcar, também conhecido como radicchio pão-de-açúcar (Cichorium intybus), uma verdura mais saborosa que a alface, embora muito parecida com a segunda.
Achei-a muito interessante e fui pesquisar sobre. Descobri que é do mesmo gênero (Chicorium) que a chicória e endívia, ambas da família das Asteraceae. A diferença está no tamanho das folhas, mais alongadas e estreitas, e pelo sabor amargo mais pronunciado. Esta Asteraceae está entre as cultivares mais produzidas, principalmente na região de Campinas (SP).

Sobre seu valor nutricional, encontrei que é rica em proteínas, amido, fibras, cálcio, ferro e vitamina A, tornando o almeirão, ou radicchio, pão-de-açúcar uma excelente opção de prato para o verão brasileiro.

Embora utilizado tradicionalmente em saladas, experimentei uma receita em prato quente, e ficou extremamente saborosa – espaguete ao azeite, alho e almeirão, ou radicchio, pão-de-açúcar.

A receita é muito fácil e rápida. A quantidade de ingredientes dependerá do apetite e da quantidade de quem se servirá.

Espaguete ao radicchio pão-de-açúcar
Espaguete cozido
Folhas de almeirão pão-de-açúcar picadas finamente
Azeite
Alho
Sal e pimenta-do-reino

Refogue o alho no azeite e coloque as folhas picadas para fritar; em seguida, coloque o espaguete, cozido al dente, e tempere com sal e pimenta-do-reino. Sirva quente.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Edifícios verdes no Brasil



Edifício Cidade Nova, sede da Universidade Petrobras

Quando um edifício tem o certificado Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) significa que ele é uma construção verde, ou seja, cumpre uma série de exigências que visam à sustentabilidade, como por exemplo a utilização de sistemas de redução no consumo de energia e de água.


O LEED está presente em 41 países - distribuídos por todos os continentes -, mas na maioria deles o parâmetro empregado para a obtenção do selo é o padrão norte-americano de sustentabilidade. Índia e Canadá já têm selos adaptados à sua realidade, enquanto Emirados Árabes e Itália são regiões onde este processo está em fase avançada.


Para disseminar no mercado nacional esta certificação, e para apresentá-la de forma adaptada à realidade do País, a organização não governamental GBC Brasil - Green Building Council Brasil - formou um Comitê LEED. Na prática, o projeto se baseia na experiência de mais de 70 especialistas em construção civil que foram dividos em grupos técnicos e realizam, desde janeiro deste ano, debates e encontros para discutir a realidade brasileira do setor.


Em 29 de julho, o GBC reuniu essas comissões em São Paulo e realizou uma apresentação das propostas em andamento. Os trabalhos serão concluídos e lançados em janeiro de 2009. Eis algumas das normas de adaptação que darão o "selo verde nacional" às edificações:
- Espaço sustentável: intenção de que as construções considerem a acessibilidade interna e a externa e promovam a facilidade de deslocamento de pessoas portadoras de deficiência;
- Impacto ambiental: propõe redução no impacto ambiental decorrente da construção de uma obra, levando-se em consideração fatores como a poluição sonora e o trânsito;
- Materiais regionais: criado como incentivo para que os materiais de construção sejam adquiridos a uma distância máxima de 800 km da localização da obra. Isso incentiva o empreendedorismo regional;
- Materiais para desmonte: a proposta é aproveitar o ciclo de vida dos materiais e fortalecer o mercado de reuso. Empreendimentos comerciais mudam constantemente seu espaço, deslocando divisórias de lugar, ampliando ou reduzindo salas. Peças e recursos adaptados ao desmonte ampliam o ciclo de vida dos materiais;
- Uso racional de água: quando a medição é individualizada, cada proprietário recebe a conta de água proporcional ao que utilizou. A individualização é uma tendência e provoca a redução no consumo de água;
- Energia: este item leva em conta uma constatação. Segundo Marcos Casado, coordenador do Comitê LEED e gerente técnico do GBC nacional, o Brasil é um dos poucos países em que o chuveiro é elétrico. A meta é a substituição pelo aquecimento solar;
- Redução do desperdício: Marcos Casado cita um estudo da Universidade Federal Fluminense que aponta que o desperdício na construção civil brasileira custa entre 11% e 15% do valor total da obra.


Hoje o Brasil tem algumas, embora poucas, construções certificadas, como o laboratório Delboni Auriemo, da unidade de Santana, zona Norte da capital, a agência do Banco Real de Cotia, na região metropolitana de São Paulo, a Universidade Petrobras, no Rio de Janeiro, e outro edifício no Paraná. Outros 64 empreendimentos estão buscando a aprovação do LEED, 40 deles localizados em cidades paulistas.


Exemplo recente


O edifício Cidade Nova recebeu em 16 de outubro deste ano a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), conferida pelo United States Green Building Council (USGBC). Com isso tornou-se o primeiro edifício certificado em Core & Shell do país, pela primeira construção certificada no Rio de Janeiro, pela primeira certificação Core & Shell na América Latina e a segunda fora dos Estados Unidos.


Ocupado pela Universidade Petrobras, o edifício, de aproximadamente 52 mil m² de área construída, obteve a certificação depois de ser auditado pelos representantes do Green Building sob a supervisão e consultoria da Cushman & Wakefield. Sua construção segue as normas que diminuem o impacto sobre o meio ambiente, como captação e reuso de água; instalação de vidros isotérmicos; concepção de paisagismo e área verde proporcionais ao empreendimento; controle de ar-condicionado individual; descontaminação do solo e disponibilização de vagas especiais para veículos de baixa emissão.


Fonte: Planeta Sustentável

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O dia depois de 5 de novembro de 2008

O mundo acordou hoje, 5 de novembro de 2008, com a promessa de mudanças do democrata Barack Obama, que assumirá a Casa Branca em 20 de janeiro de 2009 após uma extraordinária campanha de dois anos. Derrotou o republicano John McCain e faz história ao se tornar o primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.
Obama tomará posse como 44o presidente dos Estados Unidos e terá pela frente enormes desafios, como a crise econômica, a guerra do Iraque e a reforma do sistema público de saúde.Alguém sabe quem é seu vice? É o senador Joe Biden.A vitória de Barack Hussein Obama, 47 anos, filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas, é um marco na história estadunidense, 45 anos após o auge do movimento dos direitos civis liderado pelo pastor Martin Luther King - líder negro pioneiro na defesa dos direitos civis e defensor da justiça social, assassinado em 11 de novembro de 1984.
O mundo acorda em festa, mas nós, brasileiros, devemos ficar atentos. Em seus discursos de campanha, pouco falou de seus planos para a América Latina. Obama prefere alianças comerciais com a Europa. Para os latino-americanos, seu plano intitulado "Nova parceria para as Américas", ao contrário do que pressupõe nossa vã ingenuidade, não prevê apoio à produção brasileira de etanol e considera a Amazônia, um de nossos maiores patrimônios ambientais, um recurso global.
Esta sua proposta de "nova parceria para as Américas" foi traduzida pelo jornalista Luiz Carlos Azenha e publicada no Terra Magazine. Confira alguns trechos: "O Brasil é um exemplo do grande potencial das energias renováveis na América Latina, além dos riscos que devem ser evitados. (…) A região da Amazônia, um importante recurso global na batalha contra o aquecimento do planeta, cobre quase 60% do Brasil. Perdeu 20% da floresta - 1,6 milhão de milhas quadradas - para o desenvolvimento, a exploração da madeira e a agricultura. (…) Os produtores domésticos de etanol nos Estados Unidos se preocupam com razão com a competição do Brasil, que é o maior exportador de etanol do mundo. (…) Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável por toda a América Latina de forma a que ao mesmo tempo promova a auto-suficiência e a criação de mercados para os fabricantes americanos de energia verde e de biocombustíveis."
O novo futuro presidente dos Estados Unidos quer estimular a produção de etanol em seu país e acredita que estimular a produção de etanol pode estimular a plantação de cana na Amazônia, desmatando nossa maior floresta, que ele diz ser um "recurso global", e não nosso, do Brasil.
Obama pode ser um líder, carismático, simpático, bonitão (sim, ele é bonito!), mas é americano, e como todo bom americano, defenderá, sim, primeiramente os interesses de seu país, mesmo que seja em detrimento de qualquer outra nação.